Validação analítica: especificidade ou seletividade

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validação analítica: profissional vestido de branco e usando luvas segurando um tubo

Especificidade ou seletividade: o que são esses termos na validação analítica?

A especificidade (também, mas menos comumente, chamada de seletividade) é um dos principais parâmetros que devem ser avaliados no desenvolvimento e validação de uma metodologia analítica. 

A especificidade demonstra ao analista que o método desenvolvido é capaz de identificar e até mesmo quantificar o(s) analito(s) de interesse, sendo capaz de fazer isso até mesmo na presença de interferentes, como impurezas orgânicas ou inorgânicas. 

Além disso, ao desenvolver uma nova metodologia analítica, é necessário confirmar que o pico apresenta pureza adequada na matriz da amostra, principalmente em casos de impurezas, os quais são compostos que são quantificados em concentrações relativamente baixas.

Durante a validação do método analítico, é recomendado que a especificidade seja o primeiro parâmetro a ser avaliado, uma vez que, picos de outros produtos podem apresentar sobrepostos ao pico do analito de estudo, incluindo em validações parciais. 

Sendo assim, a especificidade deve mostrar que há uma discriminação entre os compostos, analito de interesse, em relação a outras substâncias presentes na mistura. 

Que tal aprofundarmos no tema? Continue a leitura!

O que é uma validação analítica?

A validação analítica é um processo de avaliação de um novo método analítico desenvolvido. Pode ser também a adaptação e implementação de um método já normalizado ou descrito na literatura técnica. 

Essa avaliação tem o objetivo demonstrar que o método analítico proposto está/é adequado ao que se propõe, ou seja, assegurar que  a metodologia analítica seja precisa, exata, estável, reprodutível e flexível a uma faixa específica de uma substância que se pretende identificar ou quantificar. 

Em resumo: validar é assegurar que as análises de rotina reproduzam valores consistentes quando comparadas a um valor de referência.

Especificidade x seletividade

Apesar de muitas vezes serem tratados como sinônimos, há alguns autores que não tratam as nomenclaturas como iguais. 

Apesar disso, todos especialistas entram em acordo de que se não houver uma seletividade adequada na metodologia cromatográfica, os outros parâmetros analíticos perdem seu nexo, já que sem a comprovação da seletividade, é suposto que o método desenvolvido não tem a capacidade de separar e identificar diferentes picos cromatográficos dentro de uma resolução apropriada. 

A seletividade segundo a RDC 166 de 2017

A RDC nº 166 de 2017 da ANVISA discorre que para demonstrar e comprovar a seletividade de um método analítico, os ensaios devem ser aplicados em amostras estruturalmente semelhantes ao analito de interesse, e ao obter um resultado negativo (para as substâncias estruturalmente parecidas com a amostra) e um resultado positivo (para amostra contendo o analito), então podemos considerar que o método é seletivo para aquele composto estudado, e como comparação nesses resultados, uma solução da substância química de referência deve ser utilizada. 

Quando se tratar de amostras de origem vegetal, o método deve ser capaz de distinguir o composto de interesse de outras espécies vegetais semelhantes, essencialmente daquelas que possam ser adulterantes ou substituintes. 

De acordo com a resolução, produtos biológicos ficam isentos de comprovação.

O que considerar na seletividade

Para uma detecção seletiva, é necessário sempre levar em consideração a características físico-químicas dos analitos como: 

  • comprimento de onda adequado ou capacidade de fluorescência;
  • espectro de massas (incluindo fragmentação)
  • ligações específicas (como reconhecimento de anticorpos e/ou receptores). 

Além disso, a seletividade pode ser obtida por métodos químicos mais complexos, principalmente envolvendo estratégias na preparação da amostra, como a derivatização, extração, precipitação, entre outras. 

No entanto, ao aplicar esses procedimentos pode ocorrer uma influência em outros parâmetros da validação, como a precisão e exatidão, sendo assim, necessário achar um equilíbrio entre a aplicação dessas alternativas.

Sendo assim, em metodologias cromatográficas, cuidados devem ser levados em consideração para que a pureza dos picos cromatográficos dos analitos seja garantida. 

A pureza de pico pode ser avaliada a partir de alguns testes, como por exemplo uma ferramenta disponível no software utilizado para análise cromatográfica com detector de arranjo de diodos ou ainda, utilizando a espectrometria de massas, confirmando assim que o pico é designado a um único componente. 

Além disso, as abordagens de verificação de pureza do pico podem ser realizadas em associação, permitindo a demonstração de que seu método desenvolvido possui confiabilidade adequada para as análises farmacêuticas.

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