Diferenças entre colunas utilizadas para cromatografia

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colunas utilizadas para cromatografia

Em que diferem as colunas utilizadas para cromatografia? Quais utilizações determinam quando utilizar um ou outro tipo?

Para tirar essas dúvidas, aprofundamos no assunto e explicamos as diferenças, tipos de cromatografias e colunas, quais são as mais utilizadas etc. 

Acompanhe o artigo e descubra!

Colunas utilizadas para cromatografia: fases e fatores a considerar

A técnica de cromatografia consiste em se ter pelo menos duas fases imiscíveis, a fase móvel e a fase estacionária, permitindo que haja uma separação dos compostos de uma mistura. 

As fases estacionárias das técnicas cromatográficas podem ser classificadas de acordo com o seu suporte: 

  • planar (nos casos de cromatotron, cromatografia em camada delgada e cromatografia em papel)
  • em coluna, que são as cromatografias gasosa, líquida ou supercrítica.

Em qualquer tipo de cromatografia que utiliza coluna como suporte para a fase estacionária, a separação propriamente dita é realizada na coluna cromatográfica. 

Os fatores mais importantes para que se tenha uma separação eficiente com resolução adequada entre os picos cromatográficos são: 

  • tipo de fase estacionária utilizada;
  • comprimento da coluna;
  • temperatura em que fica armazenada a coluna durante a análise;
  • método de preenchimento.

Colunas para cromatografia gasosa

Em cromatografia gasosa existem dois tipos de colunas. A coluna empacotada, ou também chamada de recheada, praticamente não é mais utilizada nos últimos anos, uma vez que seu uso é bastante limitado. 

Esse tipo de coluna possui um tamanho médio de 2 metros e diâmetro externo de cerca de 2 – 4 mm e é recheada com um sólido pulverizado na qual a fase estacionária sólida ou líquida é depositada sobre as partículas do recheio. 

O segundo tipo de coluna utilizado é a coluna capilar, ou também chamada de coluna tubular aberta. O tamanho desse tipo de coluna é significativamente maior quando comparada com a coluna empacotada, possuindo de 12 – 60 metros de comprimento com diâmetros externos de 0,1, 0,22, 0,32, 0,53 mm. 

Além disso, as paredes internas dessa coluna são recobertas com um filme fino de fase estacionária, que pode ser líquida ou sólida. 

Colunas para cromatografia líquida

As colunas utilizadas em cromatografia líquida são tubos feitos normalmente de aço inoxidável, assim como as colunas de cromatografia gasosa, podendo também serem de titânio ou polímeros de PEEK. 

A fase estacionária é mantida dentro desse tubo entre dois filtros e o tipo e tamanho do recheio, assim como tamanho e diâmetro da coluna são escolhidas pelo analista, sempre dependente da amostra a ser analisada, assim como propriedades físico-químicas do analito. 

As colunas variam, normalmente, de 5 a 30 centímetros, consideravelmente menores quando comparadas com as colunas de cromatografia gasosa, e seu diâmetro pode variar de 2 a 5 mm. 

A colunas utilizada em cromatografia líquida, principalmente cromatografia líquida de alta eficiência, podem ser classificadas como semipreparativas, possuindo comprimento de até 60 cm ou preparativas, que possuem comprimento de até 30 cm, cada uma possuindo uma finalidade apropriada. 

Além disso, as colunas podem ser recheadas com fase estacionária de diferentes características químicas. Quando uma coluna cromatográfica possui compostos com características polares, o sistema é chamado de cromatografia em fase normal, e consequentemente a composição da fase móvel deve ser apolar. 

Ao contrário, quando o recheio da coluna possui compostos com características mais apolares, como por exemplo, octil, octadecil, fenil ou cianopropil, o sistema é denominado de cromatografia em fase reversa, e assim, a composição da fase móvel deve ser polar.

Tipos de colunas mais utilizadas

São disponíveis no mercado colunas com diferentes qualidades de fase estacionárias, inclusive as colunas chamadas capeadas. 

As colunas de sílica ligadas em fase reversa são as mais comumente utilizadas e sua faixa de suporte de pH varia entre 2 e 8, entretanto, existem outros tipos de colunas que podem possuir uma faixa mais ampla de estabilidade. 

Além disso, essas colunas, devido a seu material, podem ser utilizadas em temperaturas altas, o que pode favorecer a separação cromatográfica. 

No entanto, são raras as situações em que temperaturas superiores a 60 ºC sejam utilizadas, uma vez que pode haver casos em que haja degradação dos compostos da fase estacionária. 

E então, o que achou de nosso artigo? Precisando de mais informações ou de orçamento de colunas cromatográficas, fale conosco!

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